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aquí brevísimo diccionario portugués - español
Participantes:
Walmir, Ângela (Feras Motogrupo), Triciclo
Razza, seguimos juntos até Mendoza, onde seguiram para Los Andes – Chile.
Elizio, Quiomi (Pantaneiros do Asfalto), Ford Ka, seguimos juntos até Salta,
onde seguiram para o Chile via Passo de Jama.
Menatti, Neulma, Drag Star 650.
PaísesVisitados:
Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Chile.
Datos:
Total km percorridos= 6588 km
Combustível consumido: 409,9 litros
Média de consumo: 15,17 km/l
Número de abastecimentos: 43
Total gasto com toda viagem: R$ 1.942,00
Documentação necessária:
Passaporte, atestado de vacina internacional,
carteira de habilitação internacional e documentação do veículo em dia e no nome
do viajante. Importante levar os telefones e endereços das embaixadas
brasileiras nos países a serem visitados, bem como endereços e telefones para
contato em caso de acidente. É bom também solicitar à embaixada dos países a
serem visitados a relação de documentos e acessórios veiculares exigidos nesses
países tanto para carro quanto para moto, se possível por escrito, para evitar
transtorno com a Polícia que é muito havida por dinheiro.
Saímos de Campo Grande no dia 01 de dezembro de 2003, debaixo de chuva, que
depois dos primeiros 50km parou. Passamos por Sidrolândia, Maracaju, Dourados e
por fim chegamos a Ponta Porã. Nos hospedamos no Hotel Frontier e fomos almoçar
no restaurante Viva Verde. Em seguida, fomos até a Aduana Paraguaia carimbamos
nossos passaportes e fomos até a Aduana Brasileira para registrarmos a saída de
nossas câmeras e máquinas digitais. À noite, fomos jantar e encontramos com o
pessoal do Renegados da Fronteira, que nos acompanharam na Pizza e cerveja,
batemos um longo papo e fomos dormir.
Dia 02 – Acordamos, tomamos café e partimos rumo a Formosa. Entramos no Paraguai
e seguimos até Yby Yau, onde abastecemos; seguimos então para Santa Rosa por uma
estrada muito boa. Aí abastecemos, comemos algumas empanadas, vimos a gente
local que é de origem alemã, muito conservadores e que ainda preservam os
costumes e vestimentas até hoje, muito interessante. Seguimos então para Coronel
Olviedo e daí para Caacupe (cidade equivalente a Aparecida do Norte, por ser o
berço da Virgen de Caacupe – Padroeira do país), Asunción, cruzamos a fronteira
sem maiores problemas. Passamos por Clorinda já em território argentino e
seguimos para Formosa, onde pernoitamos. Ao chegarmos ao Hotel, fomos convidados
pelo Secretário da Cultura da cidade a participar de um programa da TV Santa Fé,
onde tivemos a oportunidade de falarmos sobre a nossa viagem, sobre Campo
Grande, o Pantanal e Mato Grosso do Sul.
Dia 03 – Seguimos para Resistência, onde almoçamos muito bem num restaurante que
fica em um posto de gasolina no entroncamento da Ruta 16. Após o almoço seguimos
pela Ruta 16, passando por inúmeras cidades até chegarmos a Monte Quemado – uma
cidade muito pequena onde pernoitamos em um “Hotel Comedor” bem simples, tomamos
algumas cervejas, jantamos e jogamos conversa fora.
Dia 04 – Seguimos até Salta, onde nos hospedamos em um hotel residência muito
gostoso, indicação do Centro de Informação Turística da Cidade de Salta. O
proprietário do hotel, Don Juan, nos atendeu muito bem, nos dando várias dicas
de passeios pela região. Então, por sugestão do Elizio, alugamos um carro Fiat
Palio, pois a estrada não permitia seguir com a Drag que é muito baixa. Fomos
até Santo Antonio de los Cobres para conhecermos o “Tren de las Nubes” e uma das
pontes ferroviárias mais altas do mundo “Viaducto Polverillas” – toda em
estrutura de ferro de 65mt de altura e numa altitude de 4200 MSNM construída na
década de 20 pelos ingleses e operando até hoje em perfeitas condições, mesmo
após o efeito de vários terremotos, comuns na região. Voltamos a Salta
embasbacados com o visual da região, aproveitamos para jantar e provar o vinho
regional, pernoitamos mais uma vez.
Dia 07 – Pela manhã, nos despedimos do Elizio e da Quiomi, queridos amigos que
seguiram para o Chile via Passo de Jama e seguimos para o sul passando pela
Garganta Del Diablo, um vale muito bonito – indicação de Don Juan; Cafayate
região de muitos vinhedos e vinícolas e de gente muito amável, que toda hora
vinham conversar conosco, curiosos com a nossa viagem; Amaité Del Valle, Taifi
Del Valle, uma região bem diferente das anteriores com um grande “cerro”(montanha
), cuja subida foi cheia de emoção com fortes ventos e uma pista estreita sem
proteção lateral com abismos tenebrosos, subimos tanto que entramos literalmente
nas nuvens, diminuindo muito a temperatura e nos obrigando a pilotar no max a 60
km/h. Porém, quando começamos a descer fomos recompensados com a beleza do lugar
tipo alpino, com construções e um visual bem bonito. Paramos para reabastecer e
novamente a curiosidade dos “lugareños”. Um casal de Concepción se ofereceu de
guia até esta cidade, concordamos e os seguimos por uma serra com vegetação
parecida com a Mata Atlântica. Por fim, ao anoitecer chegamos a Concepción, onde
havia muita festa por ser véspera do dia da Virgen de Concepción. Hospedados no
Hotel, tomamos um banho e fomos comer uma pizza. Regressamos ao hotel, passamos
pela praça principal da cidade que estava repleta de gente. Acordamos ao som de
morteiros e bumbos que anunciavam o dia de la Virgen de Concepción, parecia uma
guerra. Tomamos café, tiramos a Drag e o triciclo da garagem e começamos a
equipar para seguir viagem. Quando o povo nos viu, uma multidão aproximou-se
para “saludarnos” – visto que motos maiores e triciclos não são muito freqüentes
na cidade. Seguimos então para o sul, passando por Catamarca, La Rioja e parando
em Media Água, onde pernoitamos em um hotel anexo ao posto de gasolina – bom,
limpo, com boa comida e barato. Pela manhã, tomamos café e seguimos para
Mendoza, aonde chegamos na hora do almoço. Fomos para a casa de Juan e, em
seguida, acompanhados de sua família, fomos almoçar no restaurante Don Facundo –
comida muito boa. Daí, seguimos para o “Cerro de la Glória” no Parque San Martin,
local muito bonito que nos encantou a todos pela beleza e por sua história –
retrata os feitos do herói San Martin que, partindo de Mendoza com um exército
de mais ou menos 6000 homens, cruzou a Cordilheira dos Andes e expulsou os
espanhóis do Chile e do Peru, libertando assim esses países do domínio espanhol.
Ao retornarmos do Parque, a Drag parou de engatar as marchas. Após uma breve
inspeção, notei que o eixo do cardã estava girando livre. Pedi ao Juan que
seguisse em frente para hospedar o Valmir e a Ângela no Hotel de la Fuerza Aérea
e, em seguida, voltasse para me rebocar até a sua casa. Fiz contato com a Yamaha
Brasil que indicou um telefone para contato na Argentina. Após os contatos, a
Concessionária Panella mandou uma viatura buscar a mim e a moto e nos levou até
a oficina, onde fomos atendidos por Don Coco Panella, Leandro e Fernando.
Descobrimos então, a peça danificada. Fizemos o pedido ao Brasil, o que me fez
aguardar uma semana em Mendoza. Aproveitamos para passear e conhecer mais esta
charmosa cidade e rever velhos amigos. O Valmir resolveu seguir até Los Andes no
Chile para pilotar nos “Caracoles”. Voltou no dia seguinte, encantado com a
viagem e abismado com o preço das coisas no Chile (muito caro). Jantamos juntos
na casa do amigo Daniel e, então, eles seguiram para o Brasil; nós seguimos dois
dias depois, quando chegou a peça. Para nossa grata surpresa, ao chegarmos a La
Paz e pararmos para abastecer, encontramos com Adrian Capocha com seu Grupo
Motero Los Perros de la Noche (ex Escuadrón Diabólico), que nos receberam muito
bem e nos convidaram para seguirmos juntos até Villa Mercedes para participarmos
do 1o Encuentro Nacional de Motos de Villa Mercedes – evento realizado pelo Moto
Club Fierros Locos, daquela cidade. Comemos um “asado”, bebemos umas quantas
cervejas Quillmes, botamos o papo em dia, conhecemos outros irmãos motociclistas
e, no dia seguinte, continuamos com o nosso regresso. Passamos por San
Francisco, Santa Fé, Túnel do Rio Paraná e fomos até a Federal, onde pernoitamos
para no dia seguinte, seguir por várias cidades, sob uma forte neblina. Passamos
pela terra natal de Che Guevara e seguimos até Foz do Iguaçu, onde fizemos o
último pernoite. Prosseguimos para Missal, Naviraí, Dourados, Sidrolândia e, por
fim, chegamos a Campo Grande na tarde de 23 de dezembro de 2003, cansados mais
felizes por termos realizado mais uma aventura pelos países vizinhos, cheios de
muita beleza e de gente muito hospitaleira, o que nos fez iniciar o planejamento
de uma nova viagem que provavelmente será até Ushuaia, via Uruguay, com a Draga
Star que também comprovou ser uma excelente moto para longas viagens.
Recomendo uma viagem pelos países da América do Sul, especialmente os vizinhos
Uruguai, Argentina e Paraguai, que são baratos e com estradas e paisagens
maravilhosas incluindo o povo que nos recebem muito bem.
Nos vemos nas Rutas.
Um abraço aos irmãos motociclistas.
Antonio Oss Menatti / Neulma Garcia Rocha Menatti – (atualmente fazemos parte do
MOTORS`VIVOS MC FACÇÃO Campo Grande MS – Brasil)

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