RUTAS EN DOS RUEDAS

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Rutas en dos Ruedas

 

 

Ruta Andina 2003

Por: Antonio Oss Menatti / Neulma Garcia Rocha Menatti

Ver aquí brevísimo diccionario portugués - español

Participantes:

Walmir, Ângela (Feras Motogrupo), Triciclo Razza, seguimos juntos até Mendoza, onde seguiram para Los Andes – Chile.
Elizio, Quiomi (Pantaneiros do Asfalto), Ford Ka, seguimos juntos até Salta, onde seguiram para o Chile via Passo de Jama.
Menatti, Neulma, Drag Star 650.
 
PaísesVisitados:

Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Chile.

Datos:


Total km percorridos= 6588 km
Combustível consumido: 409,9 litros
 
Média de consumo: 15,17 km/l
 
Número de abastecimentos: 43
 
Total gasto com toda viagem: R$ 1.942,00
 
Documentação necessária:

Passaporte, atestado de vacina internacional, carteira de habilitação internacional e documentação do veículo em dia e no nome do viajante. Importante levar os telefones e endereços das embaixadas brasileiras nos países a serem visitados, bem como endereços e telefones para contato em caso de acidente. É bom também solicitar à embaixada dos países a serem visitados a relação de documentos e acessórios veiculares exigidos nesses países tanto para carro quanto para moto, se possível por escrito, para evitar transtorno com a Polícia que é muito havida por dinheiro.
 
Saímos de Campo Grande no dia 01 de dezembro de 2003, debaixo de chuva, que depois dos primeiros 50km parou. Passamos por Sidrolândia, Maracaju, Dourados e por fim chegamos a Ponta Porã. Nos hospedamos no Hotel Frontier e fomos almoçar no restaurante Viva Verde. Em seguida, fomos até a Aduana Paraguaia carimbamos nossos passaportes e fomos até a Aduana Brasileira para registrarmos a saída de nossas câmeras e máquinas digitais. À noite, fomos jantar e encontramos com o pessoal do Renegados da Fronteira, que nos acompanharam na Pizza e cerveja, batemos um longo papo e fomos dormir.
Dia 02 – Acordamos, tomamos café e partimos rumo a Formosa. Entramos no Paraguai e seguimos até Yby Yau, onde abastecemos; seguimos então para Santa Rosa por uma estrada muito boa. Aí abastecemos, comemos algumas empanadas, vimos a gente local que é de origem alemã, muito conservadores e que ainda preservam os costumes e vestimentas até hoje, muito interessante. Seguimos então para Coronel Olviedo e daí para Caacupe (cidade equivalente a Aparecida do Norte, por ser o berço da Virgen de Caacupe – Padroeira do país), Asunción, cruzamos a fronteira sem maiores problemas. Passamos por Clorinda já em território argentino e seguimos para Formosa, onde pernoitamos. Ao chegarmos ao Hotel, fomos convidados pelo Secretário da Cultura da cidade a participar de um programa da TV Santa Fé, onde tivemos a oportunidade de falarmos sobre a nossa viagem, sobre Campo Grande, o Pantanal e Mato Grosso do Sul.
Dia 03 – Seguimos para Resistência, onde almoçamos muito bem num restaurante que fica em um posto de gasolina no entroncamento da Ruta 16. Após o almoço seguimos pela Ruta 16, passando por inúmeras cidades até chegarmos a Monte Quemado – uma cidade muito pequena onde pernoitamos em um “Hotel Comedor” bem simples, tomamos algumas cervejas, jantamos e jogamos conversa fora.
Dia 04 – Seguimos até Salta, onde nos hospedamos em um hotel residência muito gostoso, indicação do Centro de Informação Turística da Cidade de Salta. O proprietário do hotel, Don Juan, nos atendeu muito bem, nos dando várias dicas de passeios pela região. Então, por sugestão do Elizio, alugamos um carro Fiat Palio, pois a estrada não permitia seguir com a Drag que é muito baixa. Fomos até Santo Antonio de los Cobres para conhecermos o “Tren de las Nubes” e uma das pontes ferroviárias mais altas do mundo “Viaducto Polverillas” – toda em estrutura de ferro de 65mt de altura e numa altitude de 4200 MSNM construída na década de 20 pelos ingleses e operando até hoje em perfeitas condições, mesmo após o efeito de vários terremotos, comuns na região. Voltamos a Salta embasbacados com o visual da região, aproveitamos para jantar e provar o vinho regional, pernoitamos mais uma vez.
Dia 07 – Pela manhã, nos despedimos do Elizio e da Quiomi, queridos amigos que seguiram para o Chile via Passo de Jama e seguimos para o sul passando pela Garganta Del Diablo, um vale muito bonito – indicação de Don Juan; Cafayate região de muitos vinhedos e vinícolas e de gente muito amável, que toda hora vinham conversar conosco, curiosos com a nossa viagem; Amaité Del Valle, Taifi Del Valle, uma região bem diferente das anteriores com um grande “cerro”(montanha ), cuja subida foi cheia de emoção com fortes ventos e uma pista estreita sem proteção lateral com abismos tenebrosos, subimos tanto que entramos literalmente nas nuvens, diminuindo muito a temperatura e nos obrigando a pilotar no max a 60 km/h. Porém, quando começamos a descer fomos recompensados com a beleza do lugar tipo alpino, com construções e um visual bem bonito. Paramos para reabastecer e novamente a curiosidade dos “lugareños”. Um casal de Concepción se ofereceu de guia até esta cidade, concordamos e os seguimos por uma serra com vegetação parecida com a Mata Atlântica. Por fim, ao anoitecer chegamos a Concepción, onde havia muita festa por ser véspera do dia da Virgen de Concepción. Hospedados no Hotel, tomamos um banho e fomos comer uma pizza. Regressamos ao hotel, passamos pela praça principal da cidade que estava repleta de gente. Acordamos ao som de morteiros e bumbos que anunciavam o dia de la Virgen de Concepción, parecia uma guerra. Tomamos café, tiramos a Drag e o triciclo da garagem e começamos a equipar para seguir viagem. Quando o povo nos viu, uma multidão aproximou-se para “saludarnos” – visto que motos maiores e triciclos não são muito freqüentes na cidade. Seguimos então para o sul, passando por Catamarca, La Rioja e parando em Media Água, onde pernoitamos em um hotel anexo ao posto de gasolina – bom, limpo, com boa comida e barato. Pela manhã, tomamos café e seguimos para Mendoza, aonde chegamos na hora do almoço. Fomos para a casa de Juan e, em seguida, acompanhados de sua família, fomos almoçar no restaurante Don Facundo – comida muito boa. Daí, seguimos para o “Cerro de la Glória” no Parque San Martin, local muito bonito que nos encantou a todos pela beleza e por sua história – retrata os feitos do herói San Martin que, partindo de Mendoza com um exército de mais ou menos 6000 homens, cruzou a Cordilheira dos Andes e expulsou os espanhóis do Chile e do Peru, libertando assim esses países do domínio espanhol. Ao retornarmos do Parque, a Drag parou de engatar as marchas. Após uma breve inspeção, notei que o eixo do cardã estava girando livre. Pedi ao Juan que seguisse em frente para hospedar o Valmir e a Ângela no Hotel de la Fuerza Aérea e, em seguida, voltasse para me rebocar até a sua casa. Fiz contato com a Yamaha Brasil que indicou um telefone para contato na Argentina. Após os contatos, a Concessionária Panella mandou uma viatura buscar a mim e a moto e nos levou até a oficina, onde fomos atendidos por Don Coco Panella, Leandro e Fernando. Descobrimos então, a peça danificada. Fizemos o pedido ao Brasil, o que me fez aguardar uma semana em Mendoza. Aproveitamos para passear e conhecer mais esta charmosa cidade e rever velhos amigos. O Valmir resolveu seguir até Los Andes no Chile para pilotar nos “Caracoles”. Voltou no dia seguinte, encantado com a viagem e abismado com o preço das coisas no Chile (muito caro). Jantamos juntos na casa do amigo Daniel e, então, eles seguiram para o Brasil; nós seguimos dois dias depois, quando chegou a peça. Para nossa grata surpresa, ao chegarmos a La Paz e pararmos para abastecer, encontramos com Adrian Capocha com seu Grupo Motero Los Perros de la Noche (ex Escuadrón Diabólico), que nos receberam muito bem e nos convidaram para seguirmos juntos até Villa Mercedes para participarmos do 1o Encuentro Nacional de Motos de Villa Mercedes – evento realizado pelo Moto Club Fierros Locos, daquela cidade. Comemos um “asado”, bebemos umas quantas cervejas Quillmes, botamos o papo em dia, conhecemos outros irmãos motociclistas e, no dia seguinte, continuamos com o nosso regresso. Passamos por San Francisco, Santa Fé, Túnel do Rio Paraná e fomos até a Federal, onde pernoitamos para no dia seguinte, seguir por várias cidades, sob uma forte neblina. Passamos pela terra natal de Che Guevara e seguimos até Foz do Iguaçu, onde fizemos o último pernoite. Prosseguimos para Missal, Naviraí, Dourados, Sidrolândia e, por fim, chegamos a Campo Grande na tarde de 23 de dezembro de 2003, cansados mais felizes por termos realizado mais uma aventura pelos países vizinhos, cheios de muita beleza e de gente muito hospitaleira, o que nos fez iniciar o planejamento de uma nova viagem que provavelmente será até Ushuaia, via Uruguay, com a Draga Star que também comprovou ser uma excelente moto para longas viagens.
Recomendo uma viagem pelos países da América do Sul, especialmente os vizinhos Uruguai, Argentina e Paraguai, que são baratos e com estradas e paisagens maravilhosas incluindo o povo que nos recebem muito bem.

Nos vemos nas Rutas.
Um abraço aos irmãos motociclistas.

Antonio Oss Menatti / Neulma Garcia Rocha Menatti – (atualmente fazemos parte do MOTORS`VIVOS MC FACÇÃO Campo Grande MS – Brasil)
 

 

 

 

 

 

 

 

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